quinta-feira, 6 de junho de 2019

Abraço ao Granwher

A lei da vida dirá. Eu grito que não pois queria continuar a contar todos os segredos com os Amigos  e em especial, com o Granwher. que estava mais longe...
De todos íamos falando e soltando as Saudades.
Tem razão o Castro quando refere quanto ele insistia em considerar que os 59/60 eram os seus verdadeiros Amigos.
E ficávamos a falar de vida. Ele manhã cedo e eu já com algum sono.
Ele sempre actualizado com as façanhas da geringonça e com a política do Trump.
Útimamente não conseguíamos ligar o Skype e deixei uma mensagem a lamentar a ausência ....
Antecipei-me mas a verdade é que já tinha saudades de saber da Gabriela ,do Bruno e do Bernardo.
A sua modéstia guardava uma carreira que o fazia feliz e deixava escapar alguns sorrisos.
E assim tem de ser: Um grande Abraço meu grande Amigo

O texto do Castro traz ordem aos sentimentos  e por isso deixo-lhe um Abraço
Vasco

domingo, 2 de junho de 2019

Como transformar a saudade em despedida

 Este blog que nasceu a pretexto das comemorações dos 50 anos de despedida do Liceu, foi  encerrado há já sete anos, uma vez que a(s) Festa(s) tinha(m) acabado.
De então para cá, entre jantares, viagens, convívios, juntaram-se aos  "setimanistas ausentes para sempre" (aqueles que já não tiveram a oportunidade e a felicidade de comemorar e estarem presentes nas tais festas) os nomes de:

Guida Garton
Guida Mendes
Manuela Drumond
Maria do Carmo Almeida
Josef Granwehr
Luis Clode
Mário Passos Freitas
Rui Olim
Rui Pinto da Silva

Nota:lista feita recorrendo apenas à minha memória que já começa a falhar


A Lei daVida encarrega-se de actualizar a lista dos 80 "setimanistas" 59/60 que, (segundo a minha memória) já abateu 25% nomes.
O último a ser riscado da lista foi o Josef Granwehr. A notícia que não me apanhou de surpresa, serve de pretexto para fazer renascer das cinzas o blog para falar do Granwehr, ou do Joe, como era conhecido pelos vizinhos e amigos da América.
Dispenso-me de recordar o Granwehr do Liceu, e lembrarei o Joe, reencontrado, há uma década, quando comemorávamos os 50 anos de "setimanistas".
De então para cá mantive com o Granwehr um contacto frequente. 
Via Skype, o Vasco o Granwehr e eu, fizemos longas conversas. Falámos do Obama de quem, ele e a sua Mulher, Gabriela, foram uns apoiantes militantes. Mais recentemente, isto é, há cerca de três anos, o tema de conversa continuava a ser o mesmo, mas o apoio militante do casal passou para o Trump.
Eu, que não compreendia esta mudança, ficava com poucos argumentos para o contrariar, face aos exemplos que ele dava e à convicção profunda que ele tinha que a eleição da Hilary Clinton, teria sido muito pior para a América e para o mundo.
Mas as conversas com o Granwehr não se esgotavam na política. O Granwehr ficava empolgado quando falávamos ou melhor, recordávamos os nossos tempos de Liceu. Gostava que falássemos de cada um de nós e de todos. Terminava muitas vezes dizendo: Vocês (setimanistas 59/60) é que são os meus verdadeiros amigos.
Tive a oportunidade e o privilégio de visita-lo em Iowa, onde trabalhou  e ao Missouri onde tinha uma "mansão" (não estou a exagerar) à beira dum lago belíssimo. 
Em Iowa deu para perceber quem foi o Dr. Granwehr. Médico anestesista prestigiado num país , num Estado e numa especialidade que não era fácil um estrangeiro vencer. O Granwehr conseguiu, mas a sua modéstia impedia de exibir o sucesso profissional.
No Missouri onde, como dizia, tinha a sua casa do lago, o Granwehr passava a Joe. Aqui com a sua carrinha, com o seu tractor e com a sua moto-serra desbastava as árvores, alindava o jardim e sobretudo apreciava as aves que faziam daquela luxuriante vegetação a sua casa.
Nunca poderei esquecer as tardes  que passámos (o Joe, a Gabriela a Teresa e eu) à volta de um barbecue, com vista para o lago, em conversas tão amenas e doces como a tarde que entretanto se despedia.
Fui tão bem recebido e tratado pelo Joe e pelo Granwehr que, apesar da muita insistência dele, não voltei a visita-lo. Não quiz que ele pensasse que estava a abusar da sua hospitalidade.
Na última conversa que tive, já este ano, o Granwehr fez uma confidência e um pedido.
Confidenciou que tinha um cancro no pulmão. Tinha acabado de  reunir com a família. Evocando a sua experiência de médico e suportado na especialidade de um dos filhos (médico investigador em doenças oncológicas). A sua decisão que teve o apoio da família é que não queria ser tratado. Não queria abdicar dos seus prazeres, (fumar era um dos maiores).
Pediu-me que enquanto fosse vivo, não contasse ou comentasse esta sua decisão com ninguém.
O Granwehr, materializou o seu desejo. Eu cumpri o seu pedido.
Não sei se o Granwehr chegou a sofrer. Sei que morreu como quiz com a família à sua volta.
Vou ter saudades de ligar o Skype.








quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A FESTA CONTINUA


 

Desta vez os “Setimanistas 59-60” travestidos em “setentanistas do século XXI” resolveram homenagear os nascidos em 1942.

A colheita de 42, sendo boa, não atingiu a excelência da colheita de 41, no entanto os festejos comemorativos na Madeira equivaleram ou mesmo ultrapassaram os de Évora.

Aquilo não foi uma festa cigana (daquelas que duram três dias), aquilo foi uma orgia festiva (pelo menos em termos gastronómicos) que durou cinco dias, sendo os dois últimos organizados e dedicados aos penetras. (Em linguagem actual e politicamente correcta deveria ter escrito ao penetro Rui e às penetras).

Do programa e dos sentimentos falará o Vasco, através da sua elegante prosa.

O escriba deste blogue que segundo o Vasco, foi despromovido a mero guardião, limita-se a registar o acontecimento enriquecendo este nosso álbum de recordações.

Termino com uma palavra de ordem que é uma adaptação das que mais se ouvem nas recentes manifestações políticas:

A FESTA CONTINUA  
SETIMANISTAS 59/60 – 2ª FESTA DE “SETENTA ANOS DAS NOSSAS VIDAS” 30 Novembro 2012 Celebrar os 7etenta anos é apenas um belo pretexto, que alguém imaginou, para criar mais Saudades porque é bom ter saudades.
Voltamos num repente a sermos o que fomos e, por isso, podemos “fazer embrulhos” cheios de Sonhos. De abraço em abraço, de beijo em beijo nos saudamos e estamos sempre mais… Mais novos, mais vivos, mais bonitos….e alguns continuam mesmo mais bonitos na serenidade de saber contornar os anos. Mais anos mais recordações. Umas apagamos e as outras alindamos. Tudo se conjugava, mais uma vez, para sermos felizes e contentes pois transbordavam os risos. A brochura mostrava bem a valia da Organização. Nada faltava da informação ao bom gosto. O “Furão”, por fora, convida ao conforto e vai esperar. Partimos para a “ Casa da Palha”. Acolhedor restaurante que aconchega e nos junta. Estava tudo bom, aquele bom de gostar.~ Mas agora que ganhei o estatuto de “fotógrafo oficial” tinha a máquina com a lente avariada…e logo agora que tinha tanto para guardar. Paciência, vou continuar, há sorrisos que se podem guardar no coração. De repente passámos para dentro do balcão. Vendíamos alegria embrulhada em viver…. com tanta alegria para vender.
Igreja Matriz de São Jorge, surpreendente joia cravejada de linda Talha Dourada, Azulejos e outras obras de arte sacra. Magnífica.
Hora de voltar, o Jantar dos Setentanistas do ano esperava-nos. O hotel por dentro correspondia. Da janela via falésias que ameaçavam atirar-se ao mar que se atirava num lençol de espuma a encalhar na terra.
Como é bom ter uma varanda que bem do alto nos junta ao arfar contínuo do mar e às nuvens que afagam os montes que as rasgam. Senti-me só porque apetecia mostrar. Lindos e aprontados para a festa.
A sala decorada com requinte e com o bom gosto que já se adivinhava. A mesa do Bolo com a Vela a mostrar quantos eram. A brochura com toda a informação, a ementa e uma tarjeta com a lista dos festejados, enfim nada faltava
Mas agora para além do mais era a Hera que nos ligava ao correr todas as mesas. E, maravilha, as cadeiras dos festejados eram decoradas com ramos e esta tradição levava-nos ao tempo “de não fazer Anos”. Depois havia a dança e trocando o passo ou não, dançámos com a leveza de quem já vai pesando.
1 Dezembro 2012 O tempo ajudava e era bem preciso para uma radical descida no teleférico que nos iria levar “pendurados” durante 700 metros para descer (e subir) 300m até a Reserva Natural da Rocha do Navio. Sem muitos “medos” descemos até à fajã.
Quedas de água ondulavam ao vento e iam connosco. A costa Norte imponente e altaneira e o Homem lutando e vencendo para ter mais um bocadinho de terra. O Mar alteroso e lindo tinha de ser visto e fazer-se ouvir. Agora era subir, “aqui tudo sobe”, a caminho do Parque das Queimadas. Num cenário de verdes era tudo verde e, como nós, as árvores mais velhas são lindas e escondiam uma névoa que dançava ao som da banda.
Sim, a banda estava lá e como é bom ter uma banda a tocar só para nós. E todos dançámos transformando o pátio num recreio de gente feliz.
Nos paus de louro as espetadas……A Tasca da Moka…as rodas dos “garotos” rodavam e a banda tocava. Chovia mas a festa continuava. Faltou o passeio a pé..... temos de voltar. Para acabar o dia fomos surpreendidos pelo Festival de Coros no Salão Paroquial de Santana. Foi realmente uma surpresa pela qualidade e empenho da gente nova que nos encantou. 2 Dezembro 2012 Outra surpresa aconteceu na visita ao Parque Temático. Por entre o encanto do colorido das folhas de Outono percorremos as várias atrações que faziam desfilar a Madeira nas suas belezas e tradições.
Sempre presente, a Madrinha Dalila esperava por nós para, no seu oásis no Caniçal, nos oferecer um excelente almoço.
Agora o Mar, imenso de azul, estava sereno. Mas a festa continuava. 3 Dezembro 2012 Os “penetras”, organizaram mais festa. Antes e satisfeito por estar “perdido” percorri a baixa em torno da Sé onde, a caminho do Mercado, me perdi no passado que passo a passo reconheci. Sandes de carne de “vinha-d’alhos” era o pitéu comido junto à porta principal do Mercado
Maravilha as iluminações, aquelas em que as luzes vestem os troncos das árvores, que já se viam. Continuava a sentir a terra na sua tradição e, mais a mais, com os amigos. Pela Rua de Santa Maria, de portas pintadas de forma original, caminhámos a caminho das ponchas. Para terminar o dia fomos ouvir música ao vivo. 4 Dezembro 2012 Era o “mistério” do Fanal que estava programado mas a estrada estava interrompida. Fomos então visitar a fábrica de mel na Calheta. A “Casa das Mudas” foi admirada pela sua traça arquitectónica.
No Jardim do Mar almoçámos e visitámos o centro com as suas veredas e flores. Depois vimos a força e a beleza das ondas. As do Paul do Mar são conhecidas a nível mundial para surfar. O tempo passava e o Pôr do Sol, que queríamos no Cabo Girão, não esperava, Rendidos e suspensos na nova balaustrada vimos e sonhámos. Só vivendo…
Costas ao Sol que amanhã volta, fomos com alegria e simpatia recebidos pela Rosa e Zé Luís.
Assim terminávamos a nossa celebração. Não é demais saudar e agradecer de forma especial às organizadoras que até se sacrificaram a ter 2 ou 3 ensaios gerais e assim garantirem que em tudo nos surpreenderiam. Conseguiram! Obrigado E uma sugestão. Esta festa tem na Madeira todas as condições para voltar a ser um sucesso. O passeio aos Açores seria uma excursão lá para Maio/ Junho. Vasco

sábado, 10 de dezembro de 2011

Encontros no Espinheiro em Fotos

Encontros no Espinheiro

Como me dizia o Granwehr, estes são os nossos Amigos, os que ficaram para sempre. Muitos passaram, muitos nem foram mas estes ficaram. Numa altura em que descobríamos outras etapas da nossa vida foi com estes que partilhámos um mundo novo. Afirmação e sonho, crescer e vencer e sair à vida. Construímos sobre nós a descoberta de sonhos e aventura, de aulas e “feriados”, de olhares que traziam outros olhares….elas ,as “nossas” eram quase todas lindas ou muito. Outro era esse mundo e sonhos de sermos heróis de histórias possíveis, iam criando um desejo de afirmação. Com quem confessar aquela sensação de gostar e por que não de um dia ter? Aquela sensação de ser notado, de “ela dar sorte” ou ficava guardada, em segredos de sucessos e fracassos, ou teria de ser exibida nos segredos dos amigos. E assim fomos construindo amizade feita na juventude de saber tudo de tudo num mundo que se abria e que pensámos dominar. E ficaram simpatias, amores e saudades, apoio e “malandrice” e viver para a aventura de ser alguém na vida. Mas connosco, e pelo que tem acontecido, parece que toda esta trama de criar foi mais longe e foi diferente como tinha de ser por personalizado por actores diferentes…. O certo é que de encontro em encontro e de festa em festa se reforçam amizades, se redescobrem ligações e se criam oportunidades de novos encontros. Ainda um acontece e já alguém sugere outro. Foi o que aconteceu no Douro ou no Norte de Espanha quando a Luísa, pensando que é bom ter quase setenta e não parecer, se lembrou de celebrarmos as 7 dezenas …dos mais velhinhos…. Mas depois vem a “fada madrinha”, que tem contribuído para a tal diferença. E abrem-se as portas do Convento da Nossa Senhora do Espinheiro. Magnífica obra de restauro onde o bom gosto e o requinte criaram um lugar excepcional para base da celebração. Évora. E demos “mais alegria ao Outono das nossas vidas”. E o Outono é lindo como foi a festa dos anos! Ainda sinto a alegria e oiço os cantares de Évora que iluminaram 70 anos. A caminho de Monsaraz, na Adega Velha, ouvimo-nos e aos cantares. As cores do lago que com o Por do Sol mudavam. Penso que meditámos e agradecemos …ao Sol que amanhã volta. Já temos Andaluzia à vista e os mais novinhos a caminho de serem também “setentanistas”. “Agora no Espinheiro Realeza recebidos Seguimos Andaluzia Sempre, sempre, sempre unidos” E vamos todos Felizes a Festa continuar…. Vasco

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os Setentanistas e a Madrinha

Em tempos escrevi neste blogue que :"A nossa MADRINHA era e continua a ser jovem, bonita, não nos protege por que não precisamos, mas cuida de nós como ninguém, aparece sempre que nós solicitamos" Gostaria de acrescentar que nos estraga com mimos, plenos de bom gosto como foi uma vez mais durante a nossa estada no Convento do Espinheiro. No programa deste nosso encontro, escreveu a Dalila: "É com enorme prazer querecebo os meus "Afilhados" (se me dão autorização de chamar assim) no Convento de Nossa Senhora do Espinheiro. Agradeço a vossa opção, pela escolha do local do vosso encontro/convívio, o que muito me sensibilizou. Este convento foi reabilitado com o máximo respeito pela sua memória histórica, pois na sua época, já recebia com frequência figuras da mais alta nobreza, que pernoitavam frequentemente na hospedaria que existia. Espero que possam desfrutar de todas os espaços e que revivam a mística dos tempos antigos. Para este grupo muito especial, um abraço muito especial. Boa estadia Dalila" No excelente jantar que a Dalila nos ofereceu, tive a oportunidade de, em nome dos "Setentanistas" agradecer todo o trabalho, empenho, requinte e bom gosto da nossa "Madrinha" e sem o qual este convívio, mesmo que se ralizasse seria substancialmente mais pobre. Como palavras leva-as o vento renovo, em nome dos "Setentistas " aqui os meus agradecimentos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Jantar nos Antigos Celeiros de Évora

E foi ao som das canções deste Grupo de Cantares de Évora que os "Setentanistas"
Dores
Luisa
Manuela
Luz
Marta
Mário
Castro celebraram colectivamente o Outono das suas vidas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Setimanistas e Penetras

"SETIMANISTAS" E "PENETRAS"


"SETIMANISTAS"sem "PENETRAS


"Setimanistas" e "Penetras" pousam para a posteridade na entrada do "Convento do Espinheiro"

Os "Setimanistas" "Setentanistas"

"Não importa se a estação do ano muda...
Se o século vira, se o milénio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver,
Não se chega a parte alguma sem ela."

Fernando Pessoa






Os “Setimanistas” 59/60 travestidos de “Setentanistas” (ou será a inversa?) decidiram celebrar colectivamente a sua longevidade.

Escolheram a cidade de Évora, cheia de referências patrimoniais do passado, para este reencontro com o futuro.

Aqui, estiveram presentes aqueles que, tal como as crianças, gostam de envelhecer e pensar por fracções.

Houve alguns que, ao mencionar a sua idade, afirmaram cheios de orgulho que: “já tenho quase setenta anos, falta-me apenas meio ano” e outros, plenos de optimismo, diziam: “ainda só tenho setenta anos e meio”.

Uns e outros, estamos certos, aproveitaram este convívio, para, embora recordando os bons tempos passados, continuarem a imaginar e construir projectos de futuro.

Como de costume, estas questões foram quase sempre tratadas e resolvidas à volta da mesa, por isso a organização deste convívio deu tanta importância aos encontros gastronómicos.
Fiquei  convicto que esta oportunidade foi aproveitada por todos para dar mais cor e alegria ao Outono das nossas vidas.



José Castro Correia